7 exemplos de técnicas de construção sustentável para arquitetura

Atualizado: 28 de Mar de 2019


A necessidade de aderir a um estilo de vida consciente tem aumentado a demanda por soluções arquitetônicas que tornem as casas mais eficientes e integradas ao meio ambiente. Nesse sentido, as técnicas de construção sustentável preocupam-se com o antes, o durante e o depois da obra, reduzindo desperdícios, primando pelo uso de materiais recicláveis e ecologicamente corretos e garantindo a preservação dos recursos naturais, por meio de estratégias que economizem água e energia elétrica.

Quais são as principais técnicas de construção sustentável?

Para chegar ao projeto ideal, considera-se tanto a rotina dos moradores quanto as características climáticas e geológicas da região e, ainda, o orçamento disponível.

Com isso em mente, definem-se os métodos mais adequados. Conheça algumas técnicas de construção sustentável e sistemas de eficiência energética e economia hídrica que estão em alta atualmente.

1. Retrofit

Trata-se da atualização de construções já existentes por meio da inserção de soluções sustentáveis — dispensando fazer grandes reformas e, ao mesmo tempo, melhorando a qualidade de vida da população do entorno. A ideia é mais rápida e consideravelmente mais econômica do que iniciar uma construção nova.

Como exemplo, separamos O maior jardim vertical de Londres, instalado em um hotel tradicional da cidade. A parede verde atinge 21m, é irrigada pela água da chuva e ajuda a filtrar o ar do bairro.

A instalação de uma parede verde natural, com um projeto de irrigação automatizada que aproveite a água da chuva, é um exemplo de retrofit cada vez mais usado em empenas cegas de prédios em grandes centros urbanos.

Desenvolvido com plantas 100% naturais, o jardim natural proporciona uma estética refinada — são dezenas de espécies de plantas — aliada a diversos benefícios, tais como isolamento e conforto térmico e acústico, além da filtragem da poluição do ar e a consequente melhora de sua qualidade no ambiente. Para implantar um jardim vertical natural é importante considerar seis pontos: local, iluminação, ponto de água, ventilação, tipo de planta e manutenção. Por isso, vale conversar com uma empresa especializada em jardins verticais para o desenvolvimento de um projeto sob medida.

2. Construção modular

Esse modelo de construção seca reduz o desperdício de materiais e, consequentemente, a formação de entulho. Para isso, usa módulos habitacionais industrializados, fabricados segundo medidas padronizadas.

Destaca-se pela rapidez na execução e pela economia com a mão de obra. As estruturas (encaixadas e acopladas) chegam prontas ao local e basta que sejam dispostas sobre a fundação.

Vale destacar que as paredes recebem tratamento termoacústico, o que proporciona temperaturas amenas e evita a entrada de ruídos, melhora o conforto para os futuros moradores, além de refletir na economia com as contas de luz.

3. Casas pré-fabricadas

Além das versões tradicionais, atualmente, destacam-se as chamadas casas-contêineres, que dão um destino nobre aos compartimentos de carga que seriam descartados.

Assim como na construção modular, necessitam apenas de tratamento termoacústico nas paredes. Indica-se o uso de telhas térmicas ou a instalação de um telhado verde, para que se tornem frescas e adequadas à moradia.

São fixas em fundações rasas. Além da execução rápida, existe a possibilidade de mobilidade. Nesse caso, as saídas de esgoto e a parte elétrica têm de ser refeitas no novo endereço, mas o restante é perfeitamente transponível.

4. Light Steel Frame

Light Steel Frame é o sistema construtivo que usa perfis de aço galvanizado, os quais chegam prontos para ser montados no canteiro de obras, resultando em construções mais rápidas, limpas e sem desperdícios.

Além do ótimo custo/benefício, a estrutura metálica confere um aspecto contemporâneo ao projeto, permitindo explorar grandes aberturas para integrar ambientes internos à paisagem.

5. Eficiência energética

Independentemente do método construtivo empregado na estrutura da residência, o responsável pelo projeto também precisa planejar sua eficiência energética.

A produção de energia solar por módulos fotovoltaicos está cada vez mais acessível. O sistema dura décadas, a manutenção é simples e, graças ao dimensionamento preciso, a conta de luz é reduzida à taxa mínima cobrada pela concessionária local.

Também é importante investir em um sistema de aquecimento com coletor solar térmico e na instalação de lâmpadas LED, as mais econômicas e duráveis do mercado.

Jardins verticais contribuem com a redução da temperatura interna, visto que minimizam a exposição da construção a insolação.

Além disso, a arquitetura deve privilegiar a ventilação natural, por meio de grandes vãos estrategicamente posicionados — o que minimiza a necessidade de acender luzes durante o dia e de usar o ar-condicionado por longos períodos.

6. Economia hídrica

Uma construção sustentável deve contar com um sistema de captação e reúso da água da chuva, a qual pode ser reaproveitada em descargas, na irrigação de plantas e na limpeza doméstica. Também é importante instalar redutores de vazão nas torneiras da residência, os quais permitem poupar água sem enfraquecer o jato.

Além disso, quem tem um telhado verde, gramado ou um jardim vertical deve considerar a implantação de um sistema de irrigação automatizada, o qual permite programar as regas de acordo com as condições climáticas e por diferentes hidrozonas.

Por fim, é cada vez mais comum o uso de sistemas para tratar os rejeitos da cozinha por meio da instalação de caixas de gordura, evitando que restos de óleo, por exemplo, alcancem a rede de esgoto.

7. Jardim Vertical

Jardim Vertical é uma forma de Arquitetura Sustentável que limpa e purifica o ar, além de economizar energia e reduzir a poluição sonora. O jardim que é fixado em sentido vertical, que além de tornar o local mais harmonioso contribui para o meio ambiente.

Podemos listar aqui 10 vantagens desse recurso para Construção Sustentável 1. Isolamento térmico – protege contra as altas temperatura no verão e ajuda a manter a temperatura interna no inverno.

2. Redução de gastos energéticos – melhora a eficiência energética do edifício, devido à redução da temperatura no ambiente interno, diminuindo a necessidade de refrigeração.

3. Redução de ruídos externos – a vegetação absorve e isola ruídos.

4. Protege a fachada – cobrir uma superfície exterior com vegetação forma um escudo contra a chuva, o vento e os danos da radiação UV, aumentando assim a sua vida útil.

5. Baixa manutenção, a rega pode ser automatizada.

6. Diminui a poluição e melhora a qualidade do ar – A vegetação absorve as substâncias tóxicas e a libera oxigênio na atmosfera.

7. Ajuda a combater o efeito de Ilhas de Calor nas grandes cidades

8. Maior retenção da água das chuvas – A vegetação auxilia na drenagem da água da chuva, reduzindo assim a necessidade de escoamento de água e de sistemas de esgoto e ainda filtra a poluição dessas águas.

9. Embeleza e valoriza os centros urbanos e a edificação.

10. Contribuem para o aumento da biodiversidade, atraindo pássaros, borboletas entre outros.

Qual é a importância do selo de construção sustentável LEED?

O selo LEED (Leadership in Environmental na Energy Design) é uma certificação criada pelo United States Green Building Council e concedida aos empreendimentos verdes.

A conquista do selo atesta que a construção respeita o meio ambiente, valendo-se da escolha de um local estratégico, matérias-primas ecologicamente corretas e tecnologias e soluções sustentáveis, para poupar os recursos hídricos e energéticos. Além disso, a construção deve ajudar a reduzir a formação de resíduos e a emissão de gases tóxicos na atmosfera, bem como se preocupar com o impacto na comunidade ao seu redor.

Tudo isso, ao mesmo tempo, sem comprometer o conforto, necessário à vida na habitação, nem abrir mão do design e da estética. Considerando esses fatores, o LEED classifica os projetos a partir de um sistema de pontos.

Arquitetos, engenheiros, urbanistas e projetistas credenciados pelo LEED são muito valorizados no mercado, sendo capacitados para determinar o custo e estimar a consequente eficiência promovida em construções verdes. (Descubra quanto você sabe sobre LEED)

Há outras certificações para construções sustentáveis?

Sim. Existem outros padrões de construção sustentável reconhecidos internacionalmente, como a Green Build Initiative e o Archicteture 2030.

No Brasil, o selo AQUA-HQE, aplicado pela Fundação Vanzolini, faz a avaliação da gestão ambiental e especificações técnicas e arquitetônicas de obras que vislumbram o status de construção verde por aqui, considerando, inclusive, a cultura local.

No mais, é importante adquirir equipamentos com o selo do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

Além disso, deve-se contar com técnicos qualificados, que sigam as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), principalmente nas instalações de sistemas para eficiência energética. Busque também trabalhar com empresas fornecedoras como a Vertical Garden, que sejam membros do GBC (Green Building Council). Com tantas técnicas de construção sustentável, é possível encontrar alternativas para terrenos e orçamentos diversos, resultando em projetos arquitetônicos eficientes e, cada vez mais, acessíveis.



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